olhando, assim, mais esse dia
Amigos, paixões, ilusões
Se foram
Reconheço, agora, sozinha
Nessa estrada que eu mesma tracei
Sigo, a procura, de mim
Descubro, não tão tarde, não tão exato
Passaremos, anos e vidas,
cores e sonhos
pessoas e fé
Tentando
Ser quem somos
Nada mais, nada menos
Na precisão de somente se sentir tal como se sente
de sonhar tal qual se sonha
Nós nos bastamos
sábado, junho 25, 2005
Triste Canção
Uma verdadeira canção lhe rancaria as lágrimas
Você não me conhece, eu sei
E nem ao menos imagina o porquê do meu desejo em lhe conhecer
Do pouco que sei, do pouco que vi
Do muito que senti
Não lhe dirigi diretamente
Medo?
É eu sei...
Fraqueza, doutrina maior dos desaventurados da coragem
Importo-me agora, apenas, com as lágrimas
Essas que te escorrem
Não chores, meu amor!!!!!!
Nunca é tarde
Você se perdeu de mim, por nenhum motivo
E mais uma vez, veio a canção
Mas que diabos!!!!
Não a ouça
Lembre-se dos ouvidos do desconhecido
E jamais se esqueça de mim
Gostei por não te conhecer
Te perdi quando toquei a canção
Triste canção
Você não me conhece, eu sei
E nem ao menos imagina o porquê do meu desejo em lhe conhecer
Do pouco que sei, do pouco que vi
Do muito que senti
Não lhe dirigi diretamente
Medo?
É eu sei...
Fraqueza, doutrina maior dos desaventurados da coragem
Importo-me agora, apenas, com as lágrimas
Essas que te escorrem
Não chores, meu amor!!!!!!
Nunca é tarde
Você se perdeu de mim, por nenhum motivo
E mais uma vez, veio a canção
Mas que diabos!!!!
Não a ouça
Lembre-se dos ouvidos do desconhecido
E jamais se esqueça de mim
Gostei por não te conhecer
Te perdi quando toquei a canção
Triste canção
domingo, junho 19, 2005
Sofro de Vida
Até quando viverei nesse mundo patético
de homens, famílias patéticas
Não me perguntaram
Se eu gostaria de estar nesse lugar
Impuseram-me esse mundo
Obrigaram-me a essa vida
Estúpidos, dias e noites
De horas incessantes
Aterrorizam-me com costumes medíocres
De deuses e sombras que ecoam
De uma moral humanamente estúpida, demasiada humana
Sou covarde
Não quero mais viver
Eu sofra de vida
de homens, famílias patéticas
Não me perguntaram
Se eu gostaria de estar nesse lugar
Impuseram-me esse mundo
Obrigaram-me a essa vida
Estúpidos, dias e noites
De horas incessantes
Aterrorizam-me com costumes medíocres
De deuses e sombras que ecoam
De uma moral humanamente estúpida, demasiada humana
Sou covarde
Não quero mais viver
Eu sofra de vida
terça-feira, junho 14, 2005
Madrugar de um fim
Zombarias você de um louco?
Amigos, hei passado a madrugada
E a garrfa de vodka está seca
Seu coração está seco
Sua voz ébria, afugentou-se
Silentes caminhamos
Parem
Impera agora somente o caos
O caos e nada mais
Em algum lugar
Bárbaros, incrédulos noturnos, se amam
E a terra gira
Mas uma lua se põe.
Amigos, hei passado a madrugada
E a garrfa de vodka está seca
Seu coração está seco
Sua voz ébria, afugentou-se
Silentes caminhamos
Parem
Impera agora somente o caos
O caos e nada mais
Em algum lugar
Bárbaros, incrédulos noturnos, se amam
E a terra gira
Mas uma lua se põe.
segunda-feira, junho 06, 2005
Ser Radical
Ser Radical é sonhar mais alto.
É pensar o impensável,
realizar o irrealizavél,
e chegar ás nuvens num só salto.
Ser Radical é ser diferente.
É poder erguer o mundo
mas ser,
lá bem no fundo,
igual a toda a gente.
Ser Radical é ser poeta.
É ter uma vontade irrequieta de criar.
É ser uma alma incompleta sem o mar...
e voar...
Voar, mesmo sem asas.
Saltar montanhas,
rasar casas,
num só golpe de vista.
Ser Radical é ser senhor.
Ser Radical é ser doutor.
Ser Radical é ser Artista.
Ser Radical é saber,
que Ser igual não existe.
E é curtir um BLUES tristeao fim do dia...
_ Manuel Figueiredo de Macedo 1997-02-18 _
Roubei esse poema de um blog, pois gostei muito dele....
É pensar o impensável,
realizar o irrealizavél,
e chegar ás nuvens num só salto.
Ser Radical é ser diferente.
É poder erguer o mundo
mas ser,
lá bem no fundo,
igual a toda a gente.
Ser Radical é ser poeta.
É ter uma vontade irrequieta de criar.
É ser uma alma incompleta sem o mar...
e voar...
Voar, mesmo sem asas.
Saltar montanhas,
rasar casas,
num só golpe de vista.
Ser Radical é ser senhor.
Ser Radical é ser doutor.
Ser Radical é ser Artista.
Ser Radical é saber,
que Ser igual não existe.
E é curtir um BLUES tristeao fim do dia...
_ Manuel Figueiredo de Macedo 1997-02-18 _
Roubei esse poema de um blog, pois gostei muito dele....
segunda-feira, maio 23, 2005
Poesia
Enfim
o fim
Agora
a hora
Invés
o viés
De cada circunstância
Poesia concreta:
Em 1956, a Exposição Nacional de Arte Concreta, realizada na cidade de São Paulo, lançou oficialmente o mais controverso movimento de poesia vanguardista brasileira: o concretismo*.
Criada por Décio Pignatari (1927), Haroldo de Campos (1929) e Augusto de Campos (1931), a poesia concreta era um ataque à produção poética da época, dominada pela geração de 1945, a quem os jovens paulistas acusavam de verbalismo, subjetivismo, falta de apuro e incapacidade de expressar a nova realidade gerada pela revolução industrial.São Paulo vivia então o apogeu do desenvolvimentismo da Era J.K. e seus intelectuais buscavam uma poética ideológica/artística cosmopolita, como tinham feito os modernistas de 1922. Por isso, um dos modelos adotados pelos concretos foi Oswald de Andrade cuja lírica sintética (“poemas-pílula”) representava para eles o vanguardismo mais radical.
* Desde 1952, os jovens intelectuais paulistas vinham procurando um novo caminho através de uma revista chamada Noigandres, palavra tirada de um poema de Erza Pound e que não significa nada.
"Todo o poema é uma aventura planificada"
Em síntese, os criadores do concretismo propugnavam um experimentalismo poético (planificado e racionalizado) que obedecia aos seguintes princípios:
- Abolição do verso tradicional, sobretudo através da eliminação dos laços sintáticos (preposições, conjunções, pronomes, etc.), gerando uma poesia objetiva, concreta, feita quase tão somente de substantivos e verbos;
- Um linguagem necessariamente sintética, dinâmica, homóloga à sociedade industrial (“A importância do olho na comunicação mais rápida... os anúncios luminosos, as histórias em quadrinhos, a necessidade do movimento....”);
- Utilização de paronomásias, neologismos, estrangeirismos; separação de prefixos e sufixos; repetição de certos morfemas; valorização da palavra solta (som, forma visual, carga semântica) que se fragmenta e recompõe na página;
- O poema transforma-se em objeto visual, valendo-se do espaço gráfico como agente estrutural: uso dos espaços brancos, de recursos tipográficos, etc.; em função disso o poema deverá ser simultaneamente lido e visto.
Criada por Décio Pignatari (1927), Haroldo de Campos (1929) e Augusto de Campos (1931), a poesia concreta era um ataque à produção poética da época, dominada pela geração de 1945, a quem os jovens paulistas acusavam de verbalismo, subjetivismo, falta de apuro e incapacidade de expressar a nova realidade gerada pela revolução industrial.São Paulo vivia então o apogeu do desenvolvimentismo da Era J.K. e seus intelectuais buscavam uma poética ideológica/artística cosmopolita, como tinham feito os modernistas de 1922. Por isso, um dos modelos adotados pelos concretos foi Oswald de Andrade cuja lírica sintética (“poemas-pílula”) representava para eles o vanguardismo mais radical.
* Desde 1952, os jovens intelectuais paulistas vinham procurando um novo caminho através de uma revista chamada Noigandres, palavra tirada de um poema de Erza Pound e que não significa nada.
"Todo o poema é uma aventura planificada"
Em síntese, os criadores do concretismo propugnavam um experimentalismo poético (planificado e racionalizado) que obedecia aos seguintes princípios:
- Abolição do verso tradicional, sobretudo através da eliminação dos laços sintáticos (preposições, conjunções, pronomes, etc.), gerando uma poesia objetiva, concreta, feita quase tão somente de substantivos e verbos;
- Um linguagem necessariamente sintética, dinâmica, homóloga à sociedade industrial (“A importância do olho na comunicação mais rápida... os anúncios luminosos, as histórias em quadrinhos, a necessidade do movimento....”);
- Utilização de paronomásias, neologismos, estrangeirismos; separação de prefixos e sufixos; repetição de certos morfemas; valorização da palavra solta (som, forma visual, carga semântica) que se fragmenta e recompõe na página;
- O poema transforma-se em objeto visual, valendo-se do espaço gráfico como agente estrutural: uso dos espaços brancos, de recursos tipográficos, etc.; em função disso o poema deverá ser simultaneamente lido e visto.
domingo, maio 22, 2005
domingo, maio 15, 2005
Nunca encontro
Suspirei, e pedi para te esquecer
Sonhei, e desejei que não fosse com você
Acordei, e jurei não querer mais te ver
Almocei, e degustei a amarga lembrança de te ter
Caminhei, e pisei em cada pensamento que você me veio
Conversei, e enguli palavras a palo seco
O amor
Esse tremendo ódio que se reveste de ti
nas paredes do meu coração
Como te negar
Se a cada suspiro te respiro como um ar puro que invade meu corpo
e purifica minha alma
Se a cada sonho, nele você se faz presente, um mosaico de situações
construídas e reconstruídas
Se a cada despertar, por mais que juro, é com você que quero primeiro encontrar
A cada engolir, sinto-te em gosto, cheiro e textura
A cada diálogo, vivo-te, torno-me mais sincera
Suspiro e sonho porque te espero
Acordo e almoço porque te sinto
Caminho e converso porque te busco
Mas nunca te encontro
quinta-feira, maio 05, 2005
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