quarta-feira, outubro 11, 2006
Casamento
Porque quando eu casar, assim que amanhecer a primeira noite, eu quero dizer à pessoa que amo, esse é o primeiro dia do resto de nossas vidas...
domingo, outubro 08, 2006
Pescaria

Lendo "Perto do Coração Selvagem" de Clarice Lispector, lembrei-me de minha infância, de quando, todos os finais de semana, eu tinha que ir para casa de meu pai.
Tenho boas lembranças de meu pai. Recordo-me de como ele procurava tornar nossa estada com ele divertida. Comíamos batata frita e tomávamos sorvete. Ele também nos ensinava a dirigir e nos levava para pescar.
Ah pescar!!!!!!!!!! Hoje senti uma vontade tremenda de pescar... não usando aqueles mulinetes chiquérrimos, mas sim uma velha e boa varinha de bambu...
Não quero pescar usando minhocas, pois elas me causam nojo. Quero, sim, um pedacinho de salame.
Queria estar com aquela pessoa, que não é os outros, nem a eles se iguala. Poderíamos pescar, e riríamos muito desse momento e o guardaríamos para sempre.
Há pouco pensei na idéia de fugacidade, na idéia de idéia, na idéia de como ser um Don Juan e também naquela idéia de que duas retas se econtram no horizonte, talvez. Olhei ao céu, as árvores e as nuvens se encontravam no muito distante, porém não pareciam se interpenetrarem....
e volto a repetir, se penso, logo desisto.
sábado, outubro 07, 2006
Lavoura Arcaica
Lavoura ArcaicaRaduan Nassar
ISBN: 8571640335
Editora: CIA DAS LETRAS
Número de páginas: 204
Encadernação: Brochura
Edição: 1989
Sinopse:
Lavoura arcaica narra em primeira pessoa a história de André, que se rebela contra as tradições agrárias e patriarcais impostas por seu pai e foge para a cidade, onde espera encontrar uma vida diferente da que vivia na fazenda de sua família. Quando é encontrado em uma pensão suja em um vilarejo, por seu irmão Pedro passa a contar-lhe, de forma amarga, as razões de sua fuga e do conflito contra os valores paternos.
Sem ordem cronológica, André faz uma jornada sensível à sua infância, que contrapõe os carinhos maternos e os ensinamentos do pai. Este valoriza acima de tudo o tempo, a paciência, a família e a terra. Mas André não aceita esses valores. Ele tem pressa, quer ser o profeta de sua própria história e viver com intensidade incompatível com a lentidão do crescimento das plantas. Nesse trajeto, a paixão incestuosa por sua irmã Ana, e sua rejeição, exercem papel fundamental na decisão de fugir da casa da família. A mãe desesperada manda o primogênito Pedro buscá-lo para tentar reconstruir a paz familiar. Trazido de volta para a fazenda, André é recebido por seu pai em uma longa conversa e uma festa que, ao invés de resolverem o conflito, evidenciam a distância intransponível entre as gerações. Por essa razão, a história é muitas vezes descrita como uma versão invertida da parábola do filho pródigo.
Sem ordem cronológica, André faz uma jornada sensível à sua infância, que contrapõe os carinhos maternos e os ensinamentos do pai. Este valoriza acima de tudo o tempo, a paciência, a família e a terra. Mas André não aceita esses valores. Ele tem pressa, quer ser o profeta de sua própria história e viver com intensidade incompatível com a lentidão do crescimento das plantas. Nesse trajeto, a paixão incestuosa por sua irmã Ana, e sua rejeição, exercem papel fundamental na decisão de fugir da casa da família. A mãe desesperada manda o primogênito Pedro buscá-lo para tentar reconstruir a paz familiar. Trazido de volta para a fazenda, André é recebido por seu pai em uma longa conversa e uma festa que, ao invés de resolverem o conflito, evidenciam a distância intransponível entre as gerações. Por essa razão, a história é muitas vezes descrita como uma versão invertida da parábola do filho pródigo.
Um dos livros mais belos que já li, envolvente pelo lirismo e pela maneira poética como as palavras são usadas.
domingo, outubro 01, 2006
Sentido
sexta-feira, setembro 29, 2006
Homenagem a um amigo distante

Em que lugar poderia estar você agora, minha amiga distante...?
Respeito sua vontade, mas não nego sentir saudades e um querer romper dessa barreira do proibido...
Mas como já lhe disse outrora, será sempre quando você achar que deve...
Não suma tanto
Apareça, diga-me como está...
Deixa eu te contar como estou... tornei-me dependente disso...
Obrigada, sempre!!!!
quarta-feira, setembro 27, 2006
Só eu sei...

"Como um livro quando faltam páginas
Some do epílogo a explicação
No altar vazio, em silêncio, arde no suspiro dessa canção
Eu fecho os vidros pelo fim da tarde
E o sol sumindo deixa a escuridão
Que cai tingindo em sangue a minha carne
Um tiro no coração
Despedaçou
No asfalto um acro-íris dos seus lábios sem cor
E os que restou, um armário sem vestidos,
Um vaso sem flor
Mas vou deixar a minha porta aberta
Fechar os olhos para me lembrar
De quando você entrou aqui, falou que o amor
Só pode ir, porque pode ficar, pode ficar
O mar tranquilo agora se eleva
E os utensílios ficam sem função
Num lugar querido agora escuto as trevas
O motivo dessa canção
Só eu sei, eu sei, eu sei
O sal em dunas que acumulam lágrimas
Por vale inunda a imensidão
Está fugindo a minha estrela Dalva
No céu só escuridão
Você me deixou
Eu vi você sair sem dizer pra onde foi
E o que restou
Vai ficar comigo e a saudade depois"
Nando Reis
segunda-feira, setembro 25, 2006
Pus nos olhos vidros pra poder melhor te enxergar
Luz dos olhos, para anoitecer é só você se afastar
Pinta os lábios para escrever a tua boca em mim..."
"O que está acontecendo?
O mundo está ao contrário e ninguém reparou
O que está acontecendo?
Eu estava em paz quando você chegou"

"O que você está fazendo?
Milhões de vasos sem nenhuma flor
O que você está fazendo?
Um relicário imenso deste amor
***
Porque está amanhecendo?
Peço o contrario, ver o sol se por
Porque está amanhecendo?
Se não vou beijar seus lábios quando você se for"
...

Julia
Half of what I say is meaningless
But I say it just to reach you Julia
Julia, ocean child, calls me
So I sing a song of love, Julia
Seashell eyes, windy smile, calls me
So I sing a song of love, Julia
Her hair of floating sky is shimmering, glimmering
In the sun
Julia, Julia, morning moon, touch me
So I sing a song of love, Julia
When I cannot sing my heart
I can only speak my mind, Julia
Sleeping sand, silent cloud, touch me
So I sing a song of love, Julia
Calls me
So I sing a song of love for Julia, Julia, Julia
Tudo de três dias

Meus fragmentos voaram ao longe, ao intocável, ao íntimo...
Se mostraram e eu não os vi.
Chaqualharam-me... em vão...
A transformação continua, não a vejo, não a sinto... mas a entendo...
O indizível foi dito, baixinho, por pouco não o ouço...
A fagulha da luz, que estava ofuscado, encontrou uma brecha e projetou-se dali para fora...
Radiando espasmos e desventuras, temperanças e dores...
São muitas... várias... quase que centenas de formas de se ser no mundo...
Algumas nunca as conhecerei...
Queria falar de tudo em 4 linhas...
São medos, imposições, frustações e sonhos, quantos sonhos...
Há uma corda, tênue... e eu, em cima, equilibrando-me... seguindo...
Quase não olho para trás, quase.
Uma criança assume seu destino que não se realizará..
Porque?
Lamentavelmente, a covardia...
Mas ela poderia ser muito feliz.. se eu assim não fosse, tão egoísta...
Drummond disse sobre as 7 faces...
"Talvez a tarde fosse azul
Não houvesse tantos desejos"
Quantas faces eu teria?
Qual a cor das minhas tardes?
Desejos...
Achei por bem reprimi-los
Pois junto aos desejos vicejam dores... infundáveis, se não por um ato de reflexão...
Amanhã acordarei mais feliz
Hoje é um deitico, disse-me minha mãe, certa vez...
Ah o Eu também o é.
Tudo, compreendi, impossível falar do tudo de hoje que vigora no meu Eu.
segunda-feira, setembro 04, 2006
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